Bypass Intestinal Lazzarotto & Souza - Cirurgia Restritiva
Idealizada e desenvolvida por Dr. Jose Lazzarotto de Melo e Souza.


 

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Também conhecida como Derivação Intestinal Reversível Lazzarotto & Souza, iniciada na década de 80 e divulgada em congressos nacionais e internacionais na década de 90. Diferente da Derivação Intestinal Simples dos anos 50 a 70, do tipo Payne e DeWind, porém sendo uma variante da cirurgia de Payne. Os princípios são totalmente diferentes das cirurgias no estômago.


Técnica Dr. Scott

Técnica Dr. Lazzarotto & Souza

Nenhuma pessoa deve submeter-se a uma cirurgia para melhora da obesidade sem antes tentar todos os meios de tratamento clínico com médicos nutrólogos e endocrinologistas que ministrarão dietas, atividades físicas e medicamentos. Insistir na procura do melhor método para perder peso sem pensar em cirurgia achando ser o método mais prático para atingir o resultado. A cirurgia tem de ser pensada depois que se esgotaram todos os meios clínicos e os métodos pouco invasivos porque todas as cirurgias fazem modificações maiores ou menores no aparelho digestivo com mudanças desde físicas até hormonais. O organismo será modificado de alguma forma e reagirá diferente do antes de ser operado.

As cirurgias que atuam no estômago sempre são feitas também no intestino, e são chamadas Bypasses Gástricos. Dentre elas, duas são as mais conhecidas, tendo uma serie de variantes técnicas. Algumas são do tipo restritiva-disabsortivas (restritivas-restringem o estômago) e disabsortivas (não absorvem nada em grande parte do intestino), como a cirurgia de Fobi-Capella (bypass gástrico). Ocasionam o emagrecimento porque restringem o estômago a mínimas quantidades de comida (equivalente a uma xícara de cafezinho, 20-50ml), com isolamento de 96-98% do mesmo, e de aproximadamente 80% do intestino delgado.

O princípio dessas cirurgias é o comer um mínimo de alimentos, 30ml a 50 por refeição. Necessita do acompanhamento de nutricionistas e psicólogos em face de nunca mais poder comer como as pessoas comuns e haver necessidade de complementação nutricional com cálcio, vitamina B12, ferro e outros.


Técnica Dr. Fobi


Técnica Dr. Fobi / Dr. Capela

Outros tipos de cirurgias que atuam no estômago e no intestino são disabsortiva-restritivas, como a cirurgia de Sccopinaro (bypass gástrico) e suas variantes técnicas. Restringem menos o estômago (equivalente a 150ml a 250) por refeição, mas isolam mais do intestino que a cirurgia de Capella. Outra variante técnica é a cirurgia de Domeni, que interrompe o trânsito entre o estômago e o intestino delgado, o que facilita a reversão em casos de complicações.


Técnica Dr. Scopinaro


Técnica Dr. Scopinaro Modificada

O bypass intestinal, por outro lado, baseia-se em diminuir a absorção do alimento (hipoabsorção = absorver menos) no intestino delgado, que é onde os nutrientes são absorvidos. A ingestão dos alimentos se faz normalmente em maior ou menor quantidade, conforme o desejo da pessoa. O estômago fica totalmente preservado (O maior prazer de todo ser vivo é a alimentação. No homem também é o maior prazer. Comer normalmente como todos e, em dias de confraternização convidar os amigos e até exceder-se do habitual).
Nesta cirurgia são preservadas as áreas de absorção para os nutrientes essenciais que são o duodeno e o jejuno onde são absorvidas em maior intensidade as proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, sais minerais e outros.

A intervenção cirúrgica se faz no intestino delgado, na altura do jejuno, efetuando-se o bypass (passagem ou ponte) para o íleo. O estômago e o duodeno são preservados 100%. O duodeno é o segmento do intestino delgado com maior poder de absorção, e nunca pode ser retirado ou isolado. O íleo terminal também não pode ser retirado, especialmente os últimos 60 cm, pois é onde ocorre a absorção de sais biliares e Vitamina B12. Com a deficiência desta vitamina ocorre anemia megaloblástica, e com a falta de reabsorção dos sais biliares ocorre a formação de cálculos (pedras) na vesícula biliar.

É feito um bypass (derivação intestinal) no nível de jejuno até íleo, variável de pessoa para pessoa. No segmento derivado (bypass) haverá absorção de 50%, 1/3, 1/4 e 1/5 do quimo (denominação dada ao alimento no intestino delgado, após ter sido feito o bolo alimentar no estômago). O emagrecimento se faz porque a pessoa comendo o mesmo que antes de ser submetida à cirurgia irá absorver menos do quimo. O alimento faz dois trajetos no intestino delgado: parte pelo bypass (como se fosse um atalho no intestino) e parte percorre todo o trajeto no intestino. Além da absorção diminuída dos alimentos, nas pessoas que são feitas bypass mais logos, ocorre aproximadamente em 2/3 delas, uma diminuição do apetite, variável de 20 até 60% em relação ao que ocorria antes de serem operadas. Bypass médios e curtos eram feitos no passado em mulheres que não tinham ainda filhos ou que ainda queriam engravidar e em pessoas com alguma doença no intestino ou outra doença grave. Hoje a visão já é diferente.

Nas pessoas obstipadas (intestino preso e que funciona de 2/2 dias até de 25/25 dias) são efetuadas, concomitantemente, uma outra cirurgia denominada Valvuloplastia de Íleo Terminal AA Souza & Souza (também desenvolvida pelo Dr. José Lazzarotto de Melo e Souza) para um melhor trânsito no intestino delgado. Como não é ressecado nenhum segmento do aparelho digestivo, a absorção de todos os nutrientes se procede normalmente, sendo eliminado apenas o excesso de quimo. O intestino grosso é responsável para absorver principalmente água, para que não ocorra diarréia.

A consistência das fezes é líquida ou pastosa nos primeiros dias (como as fezes de um recém-nascido). Elas fluem mais livremente em face de que parte da gordura e outros dejetos progridem com mais facilidade, melhorando o ritmo da defecação, o que facilita ainda mais o emagrecimento.

Não é obrigatório acompanhamento com psicólogos e nutricionistas porque a pessoa poderá alimentar-se normalmente, em maior ou menor quantidade. O cirurgião bariátrico e os cirurgiões plásticos farão acompanhamento por dois anos com exames laboratoriais e raio X. Médico nutricionista e endocrinologista só são indicados quando o paciente desejar um emagrecimento muito rápido. Ë programada uma orientação alimentar no pós-cirúrgico até que atinja o peso idealizado, quando então poderá alimentar-se dentro do programado anterior a cirurgia.

É indispensável para o sucesso da cirurgia:

1 - A ingestão de água durante as refeições para perder peso (quanto mais água ingerir, mais a pessoa emagrecerá);

2 - Alimentar-se corretamente, isto é, primeiro comer verduras e legumes para depois comer os demais alimentos tais como feijão, arroz, batata, carne, etc.

3 - Deve mastigar bem os alimentos. Todas as pessoas que não mastigam bem os alimentos, principalmente carne, peixes e camarão têm gases fétidos (“os ninjas”, são baixinhos, silenciosos, mas mortais) e fezes com mau odor. Quem é operado do Bypass é obrigado a mastigar bem a comida para que isso também não ocorra.

A pessoa que era hiperabsortiva (a que absorve tudo o que ingere) torna-se normoabsortiva. Haverá após a cirurgia uma facilidade maior para emagrecer e mais dificuldade para engordar em relação ao que era antes de ser operado. Se desejar ganhar peso também poderá, mas terá que ingerir quantidade maior de alimentos e minimizar a ingestão de água com as refeições.

O paciente informa ao médico seus hábitos de vida e o quanto em média costuma comer antes de ser operado. O Bypass será feto com maior ou menor segmento do intestino delgado, segundo dados fornecidos pelo próprio paciente, dentro de um parâmetro fisiológico de normalidade para o organismo e conforme o comprimento e o diâmetro do intestino.

Uma pessoa que não é obesa tem aproximadamente de 4,5m a 7,0m de intestino delgado (mulheres têm um metro a menos). O seu diâmetro varia de 1,50cm a 4,00cm, representando aproximadamente uma área de 250m² para absorção dos nutrientes, considerando-se uma pessoa de 1,70m de altura, (se o intestino fosse aberto, evertido e estendidas todas as vilosidades), equivalente a um campo de tênis). A pessoa obesa tem o intestino delgado mais longo e mais calibroso do que o não obeso, e pode ter área de absorção de até cinco vezes o normal e, em conseqüência, a obesidade. Outras pessoas, apesar de comer pouco, são hipometabólicas (gastam poucas calorias em relação às demais) e também engordam.

Algumas pessoas têm o intestino preso e tem mais facilidade ainda para ganhar peso. O alimento permanece mais tempo no intestino delgado e será quase todo absorvido, deixando passar menos água e gordura para o intestino grosso, em cujo local as fezes terão consistências mais endurecida. Nestes pacientes são feitas apenas valvuloplastia de íleo terminal.

A média do internamento é de quatro dias para o bypass e dois dias para os pacientes que são feitas apenas valvuloplastia de íleo terminal.

Custo-benefício: O emagrecimento é mais acentuado nos primeiros dois meses, podendo oscilar de dois a trinta quilos e depois oscilará de um a dez kg ao mês, conforme a pessoa queira emagrecer mais ou menos rapidamente. Em pacientes submetidos anteriormente à cirurgia plástica de abdômen e mama, o emagrecimento será menor. Pessoas com obesidade “down” (ginecóide) têm emagrecimento mais lento.

De cada três pessoas operadas com bypass, duas referem perder aquela fome voraz que tinham antes da cirurgia, e as demais referem um apetite diminuído.

No passado se faziam derivações curtas e médias em mulheres que não tinham tido filhos, pessoas com alguma doença inflamatória no intestino ou alguma doença grave. Nesses casos se programava ingestão de calorias discretamente menor do que as demais e a complementação cirúrgica de alongamento posterior sem ônus para o paciente. Hoje não se faz mais, pois o bypass já é calculado no tamanho correto.

ESTA CIRURGIA É REVERSÍVEL, E PODE SER ALONGADA OU ENCURTADA SE A PESSOA, POR ALGUM MOTIVO, PERDEU OU GANHOU PESO DEMAIS, OU SE A PESSOA TIVER QUALQUER DOENÇA NO DECURSO DE SUA VIDA QUE NECESSITE ABSORVER MAIS NUTRIENTES, COMO HIV, TUBERCULOSE E OUTRAS.

DR JOSÉ TEM REVERTIDO CIRURGIAS DE BYPASS GÁSTRICO PARA BYPASS INTESTINAL NAS PESSOAS QUE EMAGRECEM DEMAIS, VOMITAM MUITO OU VOLTARAM A GANHAR PESO, SEMPRE COM O CONHECIMENTO DO MÉDICO QUE HAVIA OPERADO ANTERIORMENTE. DR JOSÉ LIGA PESSOALMENTE, E INFORMA AO MÉDICO QUE HAVIA FEITO A CIRURGIA ANTERIOR PARA QUE DIRECIONE A CONDUTA DA MELHOR FORMA.

  A anestesia pode ser de três tipos: Geral simples, peridural e geral ou peridural e raquiana. Nós optamos preferencialmente pela anestesia peridural e raquiana, porque enquanto efetuamos a cirurgia podemos conversar com o paciente e seu risco será efetivamente muito menor que com anestesia geral.

  O risco cirúrgico é bem menor que as demais cirurgias bariátricas atuais, visto que são suturadas estruturas homólogas (intestino com intestino).

  Até 13/02/2005 já efetuamos mais de 1200 cirurgias sem nenhum caso de infecção dentro da cavidade do abdômen. A incisão externa, a da plástica, tem maior possibilidade de infectar-se pelo fato de as pessoas obesas terem uma área exposta maior, pelo maior volume corpóreo, e o tempo de exposição cirúrgica ser ampliado em relação aos demais. Hoje, com a introdução de drenos similares aos da cirurgia cardíaca e com o uso adicional de cola cirúrgica bem com o deambular apoiado em bengalas, os problemas com a cicatriz da plástica ficaram reduzidos a menos de 10% em relação ao passado. Introduzimos o uso de bengalas para apoio do paciente após a cirurgia porque, sendo a dor pequena no pós-operado, o paciente esticava o corpo sem querer e forçava os pontos da plástica ocasionando pequenas deiscências na pele.

  Após a cirurgia é usada uma roupa compressiva chamada “macaquinho” e “espartilho” (faixa abdominal para prevenção de hérnias ou ruptura de pontos). Vários antibióticos e analgésicos são prescritos por cerca de 20 dias.
A média de dias internados no hospital é de três dias.

  No terceiro dia de pós-operado inicia dieta com caldos de carne. No quarto dia sopa com muita carne, ovos, queijo, verduras e legumes acima do solo, até o décimo quarto dia. A partir do décimo quinto dia já pode comer churrasco magro, carnes assadas, grelhadas e cozidas, bem como verduras e legumes acima do solo até quarenta e cinco dias. A partir daí a dieta e livre, devendo cuidar com gorduras tipo a banha da picanha, maionese e outras, que devem ser ingeridas com moderação.

  Dr. José recomenda que os pacientes que reside longe de Curitiba permaneçam na cidade até retirar o dreno e os pontos. Contudo há casos especiais para situações especiais, tais como quando o paciente tem médico ou enfermeira de confiança na sua cidade de origem.

  Atualmente a cirurgia bypass intestinal reversível Lazzarotto & Souza é feita em Curitiba pelos Drs. José Lazzarotto de Melo e Souza e José Augusto Moutinho de souza.

Dr. José recomenda às pessoas que têm casos de obesidade na família seguir os seguintes passos:

1 - Aconselhar-se em primeiro lugar com seu médico de família, aquele que você realmente confia.

2 - Caso não tenha resolvido o médico encaminha a endocrinologista de sua confiança que orientará com dietas, atividades físicas e medicamentos.

3 - Se ainda não solucionar o problema encaminhará para um médico cirurgião de obesidade.
Aqui é de primordial importância não se submeter à operação com o primeiro médico. Deve procurar vários cirurgiões de obesidade e com várias técnicas diferentes. Pedir a cada médico o nome e endereço de pelo menos 10 pessoas operadas. Somente após ter conversado com todos, e analisado o resultado de cada médico é que deve tomar a decisão de qual técnica e qual médico deve escolher.

A obesidade mórbida é uma patologia eminentemente cirúrgica e a mais precoce possível, pois atua como deletéria multifatorial para o organismo, encurtando a existência e piorando a qualidade de vida das pessoas.

Histórico:

Dr. José já estuda a obesidade por mais de 20 anos. Em torno do ano de 1986 operou um paciente muito obeso que deu entrada no hospital com oclusão intestinal. Durante o ato cirúrgico, detectou que o paciente havia feito uma oclusão intestinal por um volvo extenso (popularmente conhecido como “nó nas tripas”), o que necessitou uma ressecção de mais de 2m do jejuno, bem próximo do local onde ele atualmente efetua hoje o seu bypass. O pós-operatório transcorreu sem complicações. Os pontos da incisão foram retirados com quinze dias. Então aconselhou o paciente que continuasse com uma dieta, auxiliado por medicamentos para que perdesse peso. O paciente seguiu as recomendações e continuou vindo regularmente ao consultório e foi emagrecendo. Após mais ou menos seis meses de consultas regulares, o paciente deixou de comparecer ao consultório, retornando alguns meses mais tarde. Ao exame médico o paciente já estava com um peso próximo do ideal. Dr. José pediu-lhe que não mais usasse os remédios e apenas continuasse com uma orientação alimentar. Mas o paciente afirmou-lhe que já fazia alguns meses que não usava remédios e nem dieta alguma, comendo como o fazia antes de ser operado, e nunca mais ganhou peso. Até afirmou que não sabia o “milagre” ocorrido em seu organismo, mas agora era um homem que não tinha mais medo de ser gordo. Baseado naquele caso, Dr. José aumentou suas pesquisas em animais, que já vinha efetuando, e dois anos mais tarde, consolidou a cirurgia para obesidade.

 

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